04/11/2012

Lisboa

this city smells like you
looks like you
sounds like you
tastes like you
this city feels like you
everywhere
all around...

I miss you...

28/10/2012


Sinto que o meu mundo parou,
infelizmente o tempo não parou com ele...

15/10/2012

Adeus pseudobonzinhos!

Não quero ser amarga, mas há dias que sou.
Não quero ser insegura, mas há dias que sou.
Não quero ser chata, mas há dias que sou.
Não cultivo a mágoa, nem a amargura, nem a tristeza, nem o sofrimento, mas tudo isso faz também parte de mim.
Já ouvi muitas vezes: "não guardes essa mágoa dentro de ti, que isso destrói-te".
A verdade é que acaba por surtir o efeito contrário porque passo a odiar a mágoa em mim, a mágoa que sou eu.
Não é a mágoa que me destrói, mas sim o ódio que passo a sentir por mim.
Na balança continuo a achar que sou mais Bem que mal, mais Luz que escuridão, mais Alegria que dor.
Adeus pseudoespirituais e pseudobonzinhos!
Sou apenas humana.

02/09/2011

17/07/2011

just words

"If I get it all down on paper, it's no longer inside of me,
Threatening the life it belongs to
And I feel like I'm naked in front of the crowd
Cause these words are my diary, screaming out loud
And I know that you'll use them, however you want to..."

11/04/2011

luz na escuridão


Há quem fuja do sofrimento. Eu corro para ele.

Quando algo não dói o suficiente, eu opto por ficar por lá, naquele lugar frio, desolado, para me deixar tomar por toda aquela dor que facilmente passaria ao lado se eu deixasse.

Se me sinto triste, não me tento alegrar, bebo dessa tristeza e alimento-a carinhosamente como um filho, com imagens, sons, músicas, pensamentos e memórias tristes.

Quem não sofre não vive, não sente.

Começo a achar-me viciada na dor, no negro, no lado sombrio das coisas...
nem que seja para voltar a mim, sentir este corpo que chora, esta alma que dói, senti-los como meus, como parte de mim, saber que estou viva aqui e agora, quase como se fosse um beliscão para acordar de um sonho...

04/04/2011

Há alturas em que prefiro mil vezes ficar bem com o mundo do que ter razão.
Há alturas em que odeio ter razão...

26/02/2011

carências

escondemo-nos por detrás da desculpa da carência sexual
para, na verdade, irmos satisfazendo a nossa carência de afectos

e assim, quase sem darmos conta,

vamos virando do avesso aquilo que dizemos um ao outro.

22/02/2011

na estrada, na vida e no amor


Condução defensiva.
Distância de segurança.
Velocidade controlada.
Olhar em redor.
Ter cuidado com as movimentações do outro.
Dar prioridade quando tem de ser.
Preferir estradas seguras e bem sinalizadas.
Estar atento.
Manter a calma e a cordialidade.
Respeitar o tempo dos outros e o seu ritmo.

Na estrada, na vida e no amor há regras que tentamos respeitar em prol da nossa segurança.
Há instantes na nossa vida em que vemos as imagens sucederem em câmara lenta e nada podemos fazer para o evitar.
Há momentos que fogem ao nosso controlo apesar de respeitadas todas as regras do manual.
Andamos devagar, paramos, respeitamos a prioridade e mesmo assim...
não conseguimos fugir quando alguém afoito, distraido ou destravado embate contra nós.

Acidentes acontecem e trazem-nos sempre algo de novo
na estrada, na vida e no amor.