24/10/2009

Se a vida te dá limões...

Se a vida te der limões porque raio hás-de fazer limonada se nem gostas da acidez, se te amarga a boca, se te deixa o estômago a arder e a língua áspera?...

Porque temos de ouvir a mesma história de sempre de aproveitar o que nos aparece à frente como se a nossa vida acabasse amanhã e nem temos a certeza se as ditas oportunidades nos dizem alguma coisa de facto?...
Gramamos com a retórica dos sinais e de que nada acontece por acaso e que tudo surge no tempo certo e nem sabemos se acreditamos ou se queremos muito acreditar.
Apenas o que sentimos cá dentro é real.
Ouvimos o sermão do "não sabes o que queres", da insatisfeita, da indecisa...
Se não souber a nada, não quero comer.
Há sabores que gosto outros que nem por isso, não é simples?

A verdade é que eu sei bem o que quero, pode ser difícil de encontrar, mas tenho a certeza do meu pedido:

-"Olhe, se faz favor! Para mim é uma posta de espadarte com sabor a sardinha!"

:)

15/10/2009

Como um Verão a meio de Outubro



Já vos aconteceu desejarem muito uma coisa e depois ela aparecer de repente, inesperadamente, caída dos céus aos trambolhões e não estarem preparados para a receber?

Pescar pode ser divertido e andar com o anzol vazio não angustia, é desporto.
Acabas por já nem te lembrares que na pesca "arriscas-te" efectivamente a pescar.

E se nos fisga a linha um peixe que não conseguimos carregar, que não temos força, que não sabemos ou não estamos preparados para lidar com ele?

E agora?
Que faço eu com um espadarte?...

10/10/2009

En mi corazón...

"Era como uno de ellos, pero no era uno de ellos.

Por esa razón debía marcharse cada cierto tiempo, porque - le explicaban - era bueno que no fuera uno de ellos.

Deseaban verlo, tenerlo, y también deseaban sentir su ausencia, la tristeza de no poder hablarle, y el vuelco jubiloso en el corazón al verle aparecer de nuevo..."

(Luis Sepúlveda - Un viejo que leía novelas de amor)