Não importa o objectivo.
Mesmo que pareça ser algo insignificante, algo que até podes achar que não te vai levar longe, algo que todos te dizem que não vale a pena... Quando o queremos, quando o sentimos, há que segui-lo.
Seja qual for o objectivo inicial, o caminho é o mais importante.
Quando nos decidimos a seguir o caminho, há que fazê-lo com passo firme, decidido, sem medo.
Não importa o impulso que nos levou a fazê-lo, não importa que trilhos imaginámos no início da caminhada.
O que importa é mesmo o caminho, o que importa são as experiências que adquirimos por o termos seguido, as pessoas que conhecemos nas encruzilhadas e os atalhos que encontrámos das vezes que nos perdemos.
De nada vale procurar o caminho mais curto, mais fácil... com essas preocupações acabamos por não aproveitar aquilo que a viagem tem para nos oferecer.
Não sei se somos nós que escolhemos o caminho, se é o caminho que nos escolhe a nós...
Nunca descobriste um caminho novo só porque te perdeste ao seguires um atalho que não conhecias?
Nunca te aconteceu algo fantástico só porque uma série de acontecimentos te levaram a ir pela estrada A em vez da estrada B?
Nunca conheceste uma pessoa especial quando o teu objectivo era fazeres algo completamente diferente?
E quando pensas nisso, dias mais tarde, dás por ti a sorrir?
Se nos deixarmos levar por esses trilhos, beber das águas dessas fontes, cheirar as flores do caminho, perguntar direcções ao habitantes (nem que seja para meter conversa), há tantas coisas que aprendemos, tantas que sentimos, tantas que conhecemos...
Basta deixarmos de nos preocupar que as respostas surgem e as coisas acontecem, mesmo quando não as esperamos.