
O Eu é pleno de individualidade, vive fechado no seu mundo, ele é ele e mais nada.
O Eu constrói-se e revela-se na sua relação com o Tu. Só na relação com o Tu se compreende quem é o verdadeiro Eu.
O Eu sente e diz ao Tu as coisas em que acredita, aconselha, incentiva. Mas só quando se decide a sair da sua caixa protectora é que realmente experencia tudo aquilo que só conhecia em livros...
"Um livro é um livro, mas o mundo é o mundo!..."
É nos momentos de crise, mais dramáticos, nas más experiências que o Eu descobre quem é o Tu que lhe dá a mão, quem é que está lá quando ele precisa.
É nessas alturas em que o Tu faz o seu papel e reforça ao Eu todos os conselhos, todas as palavras de apoio, incentivo, esperança que até ali o Eu só conhecia pelos livros.
É nessas alturas que ficamos felizes de ter alguém ao nosso lado que nos diga exactamente o que precisamos ouvir, que nos lembre onde é o caminho.
De nada vale fecharmo-nos na caixa protectora com medo das setas que nos possam atingir... Na verdade, são as setas que nos ajudam a perceber quem somos no íntimo e quem somos com os outros.
A mensagem final é arrisca! não tenhas medo de voar! o mundo lá fora está à tua espera... e é lindo...
Um serão bem passado, com boa companhia, boas palavras e sorrisos de olhos.
Gostei!
Obrigada aos Tus que acompanharam o Eu.
Recomendo a quem consiga tirar das entrelinhas e apreciar uma boa peça.
Tu e Eu.
