27/02/2009

Tu e Eu



O Eu é pleno de individualidade, vive fechado no seu mundo, ele é ele e mais nada.
O Eu constrói-se e revela-se na sua relação com o Tu. Só na relação com o Tu se compreende quem é o verdadeiro Eu.

O Eu sente e diz ao Tu as coisas em que acredita, aconselha, incentiva. Mas só quando se decide a sair da sua caixa protectora é que realmente experencia tudo aquilo que só conhecia em livros...

"Um livro é um livro, mas o mundo é o mundo!..."

É nos momentos de crise, mais dramáticos, nas más experiências que o Eu descobre quem é o Tu que lhe dá a mão, quem é que está lá quando ele precisa.
É nessas alturas em que o Tu faz o seu papel e reforça ao Eu todos os conselhos, todas as palavras de apoio, incentivo, esperança que até ali o Eu só conhecia pelos livros.
É nessas alturas que ficamos felizes de ter alguém ao nosso lado que nos diga exactamente o que precisamos ouvir, que nos lembre onde é o caminho.

De nada vale fecharmo-nos na caixa protectora com medo das setas que nos possam atingir... Na verdade, são as setas que nos ajudam a perceber quem somos no íntimo e quem somos com os outros.

A mensagem final é arrisca! não tenhas medo de voar! o mundo lá fora está à tua espera... e é lindo...


Um serão bem passado, com boa companhia, boas palavras e sorrisos de olhos.
Gostei!
Obrigada aos Tus que acompanharam o Eu.

Recomendo a quem consiga tirar das entrelinhas e apreciar uma boa peça.

Tu e Eu.

14/02/2009

Amor



Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.
Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.
Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.
O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.
Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.
Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.
Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.

(1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios, capítulo13)
Dia de S. Valentim, dos namorados, mas principalmente, dia de celebrar o amor.
Hoje agradeço o amor da família.
Hoje agradeço o amor dos amigos.
Hoje agradeço todo o amor que tenho, que guardo, que tive e que terei.
Hoje celebro o amor!


11/02/2009

Pescar



Não podes aprender a pescar num livro, tens de te aventurar a sair e fazê-lo.
Pescar não é uma ciência.
Só porque se lança a linha não é garantido que um peixe vá morder o isco.
Apanhar peixes não está inteiramente sob o controlo do pescador. A questão de apanhar um depende de muitas variáveis: tempo, isco, se os peixes têm fome...

Apanhar um bom peixe é uma questão de escolha do momento.
Até pessoas experientes, bem equipadas, podem passar uma temporada sem apanhar quase nada.
Um pescador genuíno tem prazer em entrar na água, sentar-se no barco e gabar-se do grandalhão que apanhou "naquele dia".
Um verdadeiro pescador não pensa em abandonar o desporto só porque não pescou nada.
Ele sabe que mais cedo ou mais tarde apanhará um peixe, sem precisar de se preocupar.
Pescar é tanto respirar ar fresco, afastar mosquitos, olhar o mar, saborear o sol e contar histórias de pescarias quanto apanhar peixe.
Ninguém está a fazer contas. O prazer não depende de quanto se apanhou. Não depende de quantos peixes estão no balde; em vez disso, depende da pessoa que está a pescar.
A alegria nasce do coração do pescador.

É como diz o velho pescador:
"-Vai para onde os peixes vão e aproveita a viagem!"