escondemo-nos por detrás da desculpa da carência sexual
para, na verdade, irmos satisfazendo a nossa carência de afectos
e assim, quase sem darmos conta,
vamos virando do avesso aquilo que dizemos um ao outro.
26/02/2011
22/02/2011
na estrada, na vida e no amor
Condução defensiva.
Distância de segurança.
Velocidade controlada.
Olhar em redor.
Ter cuidado com as movimentações do outro.
Dar prioridade quando tem de ser.
Preferir estradas seguras e bem sinalizadas.
Estar atento.
Manter a calma e a cordialidade.
Respeitar o tempo dos outros e o seu ritmo.
Na estrada, na vida e no amor há regras que tentamos respeitar em prol da nossa segurança.
Há instantes na nossa vida em que vemos as imagens sucederem em câmara lenta e nada podemos fazer para o evitar.
Há momentos que fogem ao nosso controlo apesar de respeitadas todas as regras do manual.
Andamos devagar, paramos, respeitamos a prioridade e mesmo assim...
não conseguimos fugir quando alguém afoito, distraido ou destravado embate contra nós.
Acidentes acontecem e trazem-nos sempre algo de novo
na estrada, na vida e no amor.
14/02/2011
culpa
13/02/2011
Eu vou te contar que você não me conhece.
E eu tenho que gritar isso porque você está surdo, e não me ouve.
A sedução me escraviza a você, e ao fim de tudo você permanece comigo: mas preso ao que eu criei e não à mim.
E quanto mais falo sobre a verdade inteira, um abismo maior nos separa.
Você não tem um nome, eu tenho.
Você é um rosto na multidão e eu sou o centro das atenções.
Mas a mentira da aparência do que eu sou e a mentira da aparência do que você é, porque eu não sou o meu nome, e você não é ninguém.
O jogo perigoso que eu pratico aqui, ele busca chegar ao limite possível de aproximação, através da aceitação da distância e do reconhecimento dela.
Entre eu e você existe a notícia que nos separa e eu quero que você me veja a mim.
Eu me dispo da notícia e a minha nudez parada te denuncia e espelha.
Eu me relato.
Tu me delatas.
Eu vos acuso e confesso por nós
só assim me livro das palavras com as quais você me veste.
Fauzi Arap
08/02/2011
c'est quoi ce bordel avec l'amour?
-C’est quoi ce bordel avec l’amour là?
Comment ça se fait qu’on devient dingue à ce point ?
T’imagine le temps qu’on passe à s’prendre la tête la-dessus?
Quand t’es seule tu te plains: est-ce que je vais trouver quelqu’un?
Quand t’as quelqu’un: est-ce que c’est la bonne? Est-ce que je l’aime vraiment et est-ce qu’elle m’aime autant que moi je l’aime?
Est-ce qu’on peut aimer plusieurs personnes dans sa vie?
Pourquoi on se sépare?
Est-ce qu’on peut réparer les chose quand ça part en couille?
Toutes ces questions à la con qu’on se pose tout le temps!
Pourtant on peut pas dire qu’on y connaît rien!
On est préparé putain: quand on est petit on lit des livres d’amours, on lit des contes, on lit des histoires d’amours, on voit des films d’amour!
L’amour, l’amour, l’amour!
Les Poupees Russes - Cédric Klapisch
Comment ça se fait qu’on devient dingue à ce point ?
T’imagine le temps qu’on passe à s’prendre la tête la-dessus?
Quand t’es seule tu te plains: est-ce que je vais trouver quelqu’un?
Quand t’as quelqu’un: est-ce que c’est la bonne? Est-ce que je l’aime vraiment et est-ce qu’elle m’aime autant que moi je l’aime?
Est-ce qu’on peut aimer plusieurs personnes dans sa vie?
Pourquoi on se sépare?
Est-ce qu’on peut réparer les chose quand ça part en couille?
Toutes ces questions à la con qu’on se pose tout le temps!
Pourtant on peut pas dire qu’on y connaît rien!
On est préparé putain: quand on est petit on lit des livres d’amours, on lit des contes, on lit des histoires d’amours, on voit des films d’amour!
L’amour, l’amour, l’amour!
Les Poupees Russes - Cédric Klapisch
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