Continuo a conhecer as pessoas mais impossíveis e improváveis.
Continuo a descobrir os mais voláteis, mais border-line, mais sem saída.
Encontro-os inesperadamente, mas são escolhidos a dedo, são escolhidos por um motivo.
Na sua impossibilidade transmitem-me alguma calma, aquela sensação de quem nada quer, nada exige, nada espera, nada precisa.
Chegam e partem.
Trazem-me emoções, diversão, problemas subtis e alguns danos colaterais, mas não requerem plano, estratégia, perspectiva... o que tranquiliza desde o início.
Nada funciona, nada resulta, nada é "para sempre", e é assim que é suposto ser.
Continuam a surgir, continuam a partir.
E eu...
Eu continuo aqui, sentada na margem...
Silenciosa e quieta...
Continuo à tua espera...
Quando é que me vens buscar?