Temos pessoas na nossa vida com quem podemos partilhar umas gargalhadas, há outras com quem podemos chorar e em cujos colos podemos descansar.
Há pessoas com quem partilhamos um bom vinho e outras com quem podemos passar a tarde numa esplanada a beber finos e comer tremoços.
Com umas vamos ao teatro, a um concerto, ao cinema... com outras saímos para beber copos e dançar até cair.
Com umas vamos às compras, com outras partimos sem rumo.
Umas emprestam-nos roupa, outras emprestam-nos livros.
Com umas bebemos chás perfumados com scones e bolachinhas, com outras fazemos daquelas jantaradas.
Umas ouvem as nossas músicas, outras levam-nos a ouvir as suas.
Umas viajam connosco, outras contam-nos histórias das suas viagens e outras viajam até nós.
Com umas passeamos de mão dada à beira-mar, com outras escondemo-nos à beira-rio.
Umas filosofam, outras fazem-nos rir das suas parvoíces.
São todas diferentes, mas são todas parte da nossa vida e todas importantes.
Porque falham as relações? Porque nos desiludimos com as pessoas?
Talvez uma parte de nós procure juntar as características numa pessoa só.
Não me parece muito possível e não me parece nada justo. É demasiada responsabilidade para uma pessoa só, é um fardo que ninguém pode nem deve carregar.
Tenho pessoas que me acompanham num teatro, outras num café, outras num copo de esplanada, outras num passeio ao pôr-do-sol, outras para um ombro amigo...
Todas diferentes... todas importantes...
A minha casa está sempre aberta para os receber, mas só a alguns posso abrir a porta de pijama, pantufinhas e olhos inchados de chorar.
Se és um dos "felizes contemplados" estarás para sempre no meu coração.
A todos um feliz 2010 e obrigada por estarem por perto.
05/01/2010
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