Hoje procurei pontos de fuga.
Há um conjunto de factores que me desmotivam neste espaço que ocupo e rumar para o outro lado do mundo parece-me uma ideia a ponderar.
Depois de um telefonema cuidado que atravessou continentes, calço os ténis, visto-me a rigor e saio para correr.
Corro para encaixar ideias, opções, decisões.
O som dos pés no chão ecoa-me na cabeça como marteladas.
Algo me dói no peito.
A respiração torna-se cada vez mais difícil à medida que os pensamentos me invadem.
Ligo a música. Modo de rádio.
Não quero pensar, quero correr, nada mais.
Oiço...
Ignoro?
Ou assumo-o como um sinal?
26/01/2011
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