Não posso dizer que a minha vida tenha sido madrasta, até me considero uma pessoa abençoada e feliz (à minha maneira).
No entanto, nada do que tenho na vida me apareceu de mão beijada, nem nada me caiu do céu.
O que sou e o que consegui foi à custa de pequenas-grandes batalhas, de lutas (às vezes até comigo própria), à custa de opções difíceis, de várias quedas, de várias portas na cara...
Mas sim, é verdade, há sempre a tal janela entre-aberta à minha espera, basta estar atenta.
É claro que entrar por janelas é bem mais empolgante, é diferente, é original, estimulante, dá uma certa pica.
Como consequência de tantas janelas ganhei umas quantas esfoladelas, abrasões, equimoses, até algumas luxações que me ficaram para sempre e voltam com dores fininhas quando o tempo vai mudar ou quando vai chover (como diz a minha avó quando lhe dói o joanete).
É verdade, ganhei alguma prática nisto das janelas, e apesar de toda a emoção que isso traz, por favor, oh Deus! que tal uma porta só para variar?...
Sem comentários:
Enviar um comentário